Fui tão feliz nestes últimos três anos.
Tudo graças a eles, graças ao sitio que era, graças às "pessoas grandes" que nos apoiaram. A nós, à canalhada desgraçada que caiu alí por engano, ou por último recurso ou por esperança.
Não consigo evitar derramar nem que seja uma lágrima ao saber que esta fase da minha vida acabou. Uma fase tão feliz, que vou recordar para sempre.
Não vai haver mais intervalos, mais cravas, mais música nas alturas para quem quer e não quer ouvir. Ficam sempre as discussões por causa disto e daquilo, por coisas estúpidas e por coisas sérias. Mais presentes ainda, os abraços, aqueles abraços, de cansaço ou de alívio ou de alegria ou simplesmente porque sim, porque nos apetece tocar naquela pessoa que ali está connosco, a sentir o mesmo que nós.
As figuras estúpidas a caminho do café habitual, os finos e os panachés a mais, o verdadeiro joint bem feito que calha mesmo bem.
O stress e a doçura de quem nos aturou estes três anos. Aquelas professoras que, por muito chatas que sejam as vezes, são as que nos dão esperança, as que sempre nos disseram para não desistirmos de nós mesmos, mesmo quando saíamos a gritar aos sete ventos que já não as aguentamos mais.
Aqueles rapazes especiais que não dizem mais nada que não merda, que não dão uma para a caixa, que são inconvenientes, mas que nos fazem explodir de riso.
Aquelas raparigas que cresceram mais em 2 anos que na vida inteira, que são lindas, que toda a gente inveja, que toda a gente quer saber quem são.
Aquelas que estão mais à parte, que passam despercebidas, que lutam pelo que querem e, podem até ser mal interpretadas, mas que são donas duma força imensa.
Aquele casal maravilhoso que consegue estar sempre junto, que se apoiam e inevitavelmente dão uma secreta e tremenda esperança de que todos podemos ter sorte.
Aquele canto, aquele canto que ensina a todos que as aparências enganam, que são pessoas interessantes, inteligentes e que nos dão uma lição se for preciso.
Aquele grupo que levamos connosco nas horas ausentes, o crava, a rapariga doce, o rapaz elegante, a maria rapaz, o pseudo-nipónico, o cobain e o engatatão.
Aquela maluca que é porreira para toda a gente mas que detesta inglês, que arranja tabaco a toda a gente e ilumina as salas em que entra, mesmo de ressaca. A primeira pessoa com quem falei, a primeira pessoa a quem me apeguei e nunca mais quero largar.
Aquela rapariga de cabelo aos caracois, as vezes liso, que me fez parar o coração da primeira vez que a vi, que me fez gostar de coelhos para sempre, que nunca, nunca desiste e não muda por ninguém.
Aquele rapaz estúpido mas tão querido. Tão talentoso com a guitarra, que dá concertos gratuitos na escola, mas que consegue quase fazer chorar quem ouve com atenção.
Fui tão feliz, tão feliz.
Tudo de bom, tudo de mau, foi tudo ali, sofrido ali, sentido ali, com todos eles.
Fui mesmo muito feliz.
Acreditam?
Mesmo muito feliz.
1 comentário:
acredita, n te conheco, mas tens um mundo a tua frente.
daqui a 3 anos irás fazer outro post - menos, daqui a 1 ano - vais ver que só os verdadeiros ficaram. e vais descobrir outro mundo
(ou o mesmo, mas de outra perspectiva)
a saudade vai bater, mas compensa ;)
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