Da proxima vez que alguém esbarrar contra mim no autocarro e pedir desculpa vou tentar saber tudo sobre ela, dizer-lhe que tudo é belo e que aquela viagem é uma celebração da vida.
Tenho vergonha de mim.
Um dia, quando não estava a espera, vi-me. Vi-me quando passei por uma rua sem nome que percorro todos os dias.
Olhei para o outro lado e lá estava eu. Camisola colada ao peito, peito colado as costas, costas coladas a parede.
Parecia esgotada, não tinha nada. Perdi tudo e só consegui correr. Perdi a terra e o céu. Perdi a alma.
Quis atravessar a rua, mas no momento em que o tento, desato a correr. Fujo de mim.
E só consegui ver-me fugir de mim.
Só fiquei ali, a ver-me fugir de mim.
Sempre a fugir de mim.
Sem parar.
A fugir de mim.
Olhei para o outro lado e lá estava eu. Camisola colada ao peito, peito colado as costas, costas coladas a parede.
Parecia esgotada, não tinha nada. Perdi tudo e só consegui correr. Perdi a terra e o céu. Perdi a alma.
Quis atravessar a rua, mas no momento em que o tento, desato a correr. Fujo de mim.
E só consegui ver-me fugir de mim.
Só fiquei ali, a ver-me fugir de mim.
Sempre a fugir de mim.
Sem parar.
A fugir de mim.
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